O Centro de Formação de Francisco de Holanda está situado num meio em que a Indústria Têxtil é predominante. As restantes indústrias e o ramo de serviços não têm tido na região do Vale do Ave a expressão que habitualmente têm noutras regiões do país.
O facto de a Indústria Têxtil estar a atravessar momentos de crise, com reflexos no mercado de emprego e, por via disso, no tecido social, faz prever dificuldades acrescidas para o exercício da função docente. Muitas famílias foram grandemente afectadas por situações de desemprego prolongado trazendo problemas novos às escolas e aos professores. A indisciplina é um dos problemas que começa a fazer-se sentir entre nós, embora sem razões para alarme, e daí que o Centro, desde a sua criação, assuma maiores responsabilidades no desenvolvimento de actividades que o possam irradicar ou minorar.
O parque escolar levanta também alguns problemas.
A fase das matrículas é vivida intensa e preocupadamente quer pelos alunos, quer pelas famílias em geral e órgãos directivos.
Se ao nível do 1º ciclo o parque escolar é suficiente, já ao nível do 2º e 3º ciclos a cidade necessita urgentemente de mais um estabelecimento de ensino para que as Escolas Secundárias possam oferecer aos seus alunos os agrupamentos/cursos que os motivem para a entrada cada vez mais complexa nas Universidades.
A falta de espaços na cidade está, de algum modo, relacionada com o facto de os pais continuarem a preferir deslocar os filhos da periferia para o centro, esvaziando, assim, algumas escolas e superlotando outras.



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