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Os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE’s) foram criados em finais de 1992 e inícios de 1993, no seguimento da publicação do Decreto-Lei n.º 249/92, de 2 de Novembro.
A partir daí, assistiu-se a um crescimento acelerado da oferta de formação contínua de professores, assegurada, de forma determinante, pelas instituições então recém-criadas que suscitaram um conjunto de expectativas relativamente à centralização da formação nas escolas e nas práticas profissionais dos docentes. Porém, tais propósitos foram gorados, em parte, já que não corresponderam em absoluto às expectativas. Verificou-se uma oferta de formação muito elevada, mas centrada quase sempre nos professores individualmente considerados e não nas escolas enquanto colectivos, como seria desejável.
Prevaleceu a lógica da oferta de formação de tipo menu de acções de formação, quando as expectativas residiam numa lógica de projecto que proporcionasse às escolas uma elevada capacidade de acção.
Volvidos dez anos sobre a criação do Centro de Formação Francisco de Holanda (CFFH) e de tantos outros centros de formação (mais de duas centenas), cabe-nos o dever de prestar contas pelo trabalho desenvolvido. Tínhamos, como meta, centrar a formação na escola e fazer do Centro um recurso ao serviço do desenvolvimento das instituições associadas e dos seus profissionais.
Se é verdade que a concretização não correspondeu, em parte, ao desejado, também é verdade que têm sido dados alguns passos seguros no sentido de fazer emergir a formação contínua das escolas e centrá-la mais no colectivo que no indivíduo. Aqui, cabe um papel importante aos membros das comissões pedagógicas, enquanto representantes das escolas associadas. Exige-se-lhes disponibilidade e motivação para reflectir e (re)pensar a formação contínua. Pretende-se que a formação funcione como instrumento gerador de dinâmicas inovadoras das escolas e estruturante de toda a sua acção. Torna-se urgente vencer algumas dificuldades, nomeadamente o facto de as candidaturas a financiamento ao PRODEP obrigarem a pensar os planos de formação a uma distância tal, no tempo, que, no momento da sua concretização, as pode tornar anacrónicas e inadequadas às realidades e aos actores que as fizeram emergir.






